A nossa rubrica “Entrevistas com os nossos membros” quer dar a conhecer as pessoas por detrás dos profissionais da nossa Comunidade.

A Luísa Pessoa é UX e Service Designer e utiliza a abordagem do Design para gerar valor ao utilizador e às organizações. Venha conhecer esta designer que faz da sua vida a procura por soluções.

Quem é a Luísa Pessoa? Gostaríamos de conhecer o ser humano por trás do profissional

Olá, eu sou Luísa, e o que mais me define no momento é ser uma brasileira, carioca, a viver em Lisboa há dois anos. Isto quer dizer que estou em fase de grandes mudanças, pessoais e profissionais. Abandonei meus hobbies de praia, skate e capoeira no Rio de Janeiro para viver uma vida de vinho, corridinhas ao ar livre e passeios pelas belas cidades Portuguesas.

Adoro Lisboa, meu trabalho, a natureza, esportes e deixei meu vegetarianismo no Rio, quando voltei a comer aqui os ótimos frutos do mar. Me considero otimista, de mente ativa e atenta às pessoas, como também um bocado crítica e questionadora. Estou super animada para começar as trocas com este grupo tão legal que está se formando.

O que te levou a querer ser dona do teu próprio negócio/empresa? Foi algo que quiseste desde sempre, aconteceu por acaso, ou foi consequência de um acontecimento específico?

Eu já tive a experiência de ter uma empresa no Rio. Foram 3 anos de muito trabalho até eu decidir “não quero mais empreender!”. Como nada nessa vida é permanente, foi esta veia empreendedora, aliada aos meus conhecimentos de Design que, já nos meus primeiros meses em Portugal, me ajudou a direcionar meus planos e me estruturar no mercado aqui.

A ABRA surgiu de um encontro com a minha sócia, Cris Carvalho, que época vivia no Brasil. Nos unimos para projetar esta empresa, como resultado da minha Pós-graduação na Universidade de Lisboa. E aqui estamos, um ano depois, cheias de vontade e de projetos pela frente!

O que mais gostas no teu dia-a-dia?

Estou gostando da minha rotina “pandêmica” de acordar cedo, dar uma corridinha, comer em casa, trabalhar bastante e relaxar com um bom vinho. No fim de semana, nada como esquecer tudo e ir à praia, passear pela cidade ou me afundar numa série de Netflix 🙂

Quais são as maiores dificuldades com que se depara diariamente?

Devido às circunstâncias, a minha maior dificuldade atual é conseguir separar e organizar vida pessoal da profissional. Muitas vezes as coisas se misturam e embolam. Definir tempos e espaços requer um esforço diário.

Que conselhos queres deixar para quem está a pensar ser dono do seu próprio negócio?

Meus maiores aprendizados nos últimos anos foram:

a importância de planejamento/projeto antes de começar

não ter medo de errar e reiniciar por outro caminho. O projeto ajuda a enxergar além, a manter o foco, a coerência e pode evitar uns bons erros

O segundo considero fundamental, pois sabemos que um plano é apenas um plano. A vida real pode exigir muito mais “jogo de cintura” e é preciso ter um olhar atento para perceber que não vale mais a pena seguir por ali.

Qual a razão para te teres juntado ao projeto IN.Collective e qual consideras ser o seu principal valor?

O mais legal de fazer parte no IN.Collective para mim é a troca, o senso de comunidade, de rede de apoio.. como o nome diz: de coletividade. Isto motiva muito, principalmente quem está começando. Espero que daí venha muito aprendizado, contato com pessoas interessantes e feedbacks que podem nos ajudar a melhorar sempre.